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Mostrando entradas de febrero, 2023

do give me your hand

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  do give me your hand  and I will have your whole being The extracts of your eyes have no tears How much I help you  Is little that you move a little  you are transform You are a shore  secure The improbable is a secure haven the port that waits for your boat Someone helps you You help someone Wariness is awareness Weariness of know Awareness of the life The conscience that nothing can be all To be all is like the conscience of being  Qualifying a world that we do not know do give me your hand  and has little to be yourself do give me your hand  and have a lot to be little ####### Pedro Moreira Nt Books: Amazon  |  Barnes & Noble|  |  Books A-Million  |  IndieBound  |  Powell’s  | Kobobooks 

 |  Apple I-Tunes  |  Rakuten Author Blogs http://cronicadaarte.blogspot.com.br http://pedromoreiracuradoria.blogspot.com.br http://abobledios.blogspot.com.br http://cronicadacasa.blogspot.com.b...

Data, espaço e barra e espaço e barra

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Data, espaço e barra e espaço e barra De qualquer lugar se parte.  Parte-se mais vezes ao encontro dos que ficam.  Morre-se no início da partida Vive-se o morro de seguida.  E se vai longe de saída Através da noite e da tempestade.  Contra vento a se favor. Partir o mar, dividi-lo em pedaços de ontem Ondas de ir sem vir o barco de vida de uma única pessoal e desconhecida alma da lida  Vai-se ao fim do começo todos os dias de partida

A voz de um coração interrompido

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A voz de um coração interrompido Bar de partidas   Dedo medido  Corvo vigiado Coisa sombria Ninguém faz nada Ficou o nome do garçom  Ninguém! Usa patins Trás uma fritura Matasempre Pode ser meio quente Borrachinha por dentro  e escroques por fora Vai de caipira? Caipira de alma fria Calma gelada Bruta no gelo Esperta? Temos a ladina Rica de posses fermentadas Amarela e cospe a champinha  Nervosa que salta espumas Pensamentos afetivos Atos efetivos Tarde amar Prateleiras com coleções de picles Não se tem forma Tamanho O assunto que não morre em um conceito foucaultiano com novas hermenêuticas de fundo marxista  Me perguntam sem me ver E a guerra? Está pintada Não ia trocar por uma forde conversível Engano E quem me fala quebra um copo Espremeu os cacos entre os dedos indignado  Dois copos? Um só  Não vai dividir? Com quem? As pessoas aí no celular  mentem importância  sentam à mesa e ...

Não me sinto bem

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       Às vezes tenho vontade de nada fazer. Dormir no dia acordar na tarde do próprio sono. Desativar as certezas, cansar as horas, me desculpar para o tapete quando me derrubo, me achato, fico compacto no nada, vazio de cheio. Sento, como, e rio na frente do espelho, mas no escuro. Fico a mostrar os dentes aos meus fantasmas. E não disperso desse estado. Fico nele, comendo baratas, ratos, como malas, como bolsas, como coisas no pensamento e desando na dor de minha ausência.      Não que queira me jogar fora, penso no peso, no desastre de ser atirado para essa atmosfera dormida, despertar no sonho, morrer acordado, viver meio que isso.      E se eu morrer, o que não te faz bem, mesmo que manche a maquiagem, corte fundo a pele da idade, mostre as cicatrizes do tempo, e que disfarce sua alegria. Vem toda cozida, afundada da água fervente o desgosto latente. Não me dê conta de que os pesadelos são graciosos. Que arranco suas unhas à noite,...

Deponha

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Deponha lá  Daqui o que achar  Nem ia usar  Deposto que ia chegar  Não viso mais comprar  Nunca disse o que fui falar  Derradeira vontade de cantar Pedro Moreira Nt 

nem digo do jazigo

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  faz tempo que não vejo o seu jazigo e nem digo que morreu porque vive  e nem sei onde se meteu Só sei que acertei de tudo que errei em não te ver jamais roubou queimou jogou pensou bem e se vive com alguém é assim o que vai e o que vem nada se tem de quem se amou nem me lembro do teu retrato só quando te vi no ato lua nua na rua na suja poça do buraco mas tudo está além faz oração de vida  amém não se deve nada a ninguém a memória engana ainda mais se queimou cana e se deixou a dor debaixo da cama porém, hoje é fim-de-semana vou da cidade me mando dessa falência largo mão da penitencia fazer o sermão da existencia não entro em fila para comer doce de gila sou um cara da vila meus amigos me esperam sinuca e alegria longe do cemitério ver tremer o couro de pudim e umas e outras para amar outra vez o que sobrou de mim É assim

Frente aos teus olhos

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Quando teus olhos são calibres. Ouvir os gritos dos animais. Eles são prisioneiros, mas vivem para comer pedaços de suas possibilidades. Em seu intestino devoram. São assim, como jamais possam entender. Sinapses que estrangulam suas mentes. Defecam e o comem. É o modo como se alimentam. Agem. E isso é o que fazem, devoram o seu entendimento. A única possibilidade de uma mente devotada às fezes é o ato. Esse é domínio animal. Quando atrás dos passos que deram existir um portão que pudera ter aberto sabe-se que não há marcas de pés, do que foi. Saberão que jamais veio do mundo das portas fechadas. O sentido da vida não tem retorno. Atrás de todos um portão fechado. Relógio, e o tempo nele marcado não é do relógio. Não se prende o tempo. No espaço o tempo é coalizão. Matemática de acordos, arranjos e progressões, a racionalidade controlada e dirigida para um fim previsto. Entenderão que estão correlacionados também submetidos. Assim vive o animal, como o abstrato sentido matemático de um...

Frapê

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  Corda nova trilho de espresso sul risca a fala Balança o corpo azedo senso rapa barbaridade grita na curva decora pensamentos tagarela desfeitos beija conceitos uiva embora abraça palanque cospe a goela suja a farda na estação desce a mala

Passar

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Uma hora já passou e o mundo continua o mesmo. Estranho que vejo a mesma escultura de nuvens, dura calma estática. Nada se move. Posso morder o ar. Engolir o silêncio. Beber o calor fumegante da noite. Contra toda tristeza a colherinha de café cai em si. O tambor muda a cadência. O repique avisa. Sai agora o sol da noite. A Lua, um pandeiro auréola de Santa. A batucada vem de longe chega de dentro. A cortina se abriu No morro do céu dançam as estrelas do Brasil,   e desfila pela Via Láctea a escola que ensina alegria.  Atravessa meu coração, amor.

Ameaça

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    peso na atmosfera frio de curva entra sei quê de alma penada Arrasta porta bate janela uma gota de ar cai no pacote plástico estrondo distante duas cargas encontradas sem porquê ameaça Levante de poeira uma mão de eletricidade é plantada nos cantos da casa tudo rápido na lentidão do tempo Ouço outra vez alguém mexendo na sala Quem? o velho se move na cadeira dor no dedo quebrado sinal de temporal O vento uiva para o espetáculo da vida cheiro de café deita fumaça parece luz prateada de faca  a sombra relampeja É o bicho má visagem Ergue folhas chuta o capim zune o arame da cerca Corre! Lá vem tempestade quieto de mata galhos e poleiros cheios Na mangueira chegam mugindo reclame de berrante O cão debaixo da mesa Que foi? O grito não chega o muro oleoso de transparências dobra o silêncio Olha o céu a chuva sobe para dentro das nuvens Sentará granizo quebrará no meio as belezas Vai! Água suja de limão  envenenado vem da cidade a poluição nada limpa nada cuida estraga...

cinzas de ontem o vento leva

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  a gente tem vergonha mesmo assim sonha faz a mala para o amanhã o passado ficar arrumado segredo guardado tudo cuidado  para esquecer  passa amor planta boiada passa trator corre vida é a coisa da estrada a louça fria da lida e se veio quem se esperava bate à porta  pede licença e vamos para a encruzilhada não se espante ensolarada noite a chuva da tarde no fim tudo se arranja cinzas de ontem o vento leva