Passar






Uma hora já passou e o mundo continua o mesmo. Estranho que vejo a mesma escultura de nuvens, dura calma estática. Nada se move. Posso morder o ar. Engolir o silêncio. Beber o calor fumegante da noite. Contra toda tristeza a colherinha de café cai em si. O tambor muda a cadência. O repique avisa. Sai agora o sol da noite. A Lua, um pandeiro auréola de Santa. A batucada vem de longe chega de dentro. A cortina se abriu No morro do céu dançam as estrelas do Brasil,   e desfila pela Via Láctea a escola que ensina alegria.  Atravessa meu coração, amor.

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