Escrevem a história
Dançam suas falas no jugo Seguem a gramática do arreio A tapa, a rédea e o varal Pesados na canga Escovam os dentes na relva Amam a verdura dos ladrilhos Um sorriso tossido e um beijo econômico Cansam das poucas coisas que afivelam Vociferam afetos como monumentos, armas e a carnificina dos matadouros São democráticos em família atrás dos pedaços de sebo E marcham para os banheiros públicos e discursam em púlpitos luzentes A vingança contra a desnaturada paz da besta adormecida no espelho Caminham para a morte, vão para a luz até à raiz da chama, o escritório onde escrevem a história