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Mostrando entradas de septiembre, 2021

se invento que sei

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   Se invento que sei, se o argumento bate na barriga das prescrições, se afundo o joelho na cara das certezas, se ponho em consideração os séculos passados, das dúvidas empanadas no forno das conveniências, se uso a lábia para espirrar tomate na lógica racional, se assombro os mortos destelhados desse mundo com empírico conhecimento, se me faço de jumento e me estrangulo feito avestruz e me domino com toda estupidez, se não percebo a vida do bicho, se as minhas crenças varíolas fazem almofadas na pele contra ressentimentos, se aponto o dedo feito lápis e escrevo nos olhos da dúvida as correções, se nem questiono o assunto porque não duvido da inconsciência, se subo no potreiro quando as patas passam dilacerando o chão em movimento, se me jogo no precipício porque é raso o vento, se quebro a linha dos significados apenas por ficar injuriado com a verdade, se jamais provoco novos sentidos e sigo as ordens das direções arrumadas, se aceito que assim sejam, a natureza das coisas ...

escasso

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  a melhor maneira de se lidar com o fracasso é ter a consciência de chegar ao estado de madeira pregada antes da hora porque precisou de ajuda o melhor fracasso é aquele que necessitou de um empurrão o que seria da vida sem almas perversas? teria alegria? poderia prover os filhos com amor e gratidão? no fracasso você tem ao menos a mão dos que transpiram sangue de inocentes um assalto sem armas parece educado arma de gato não é um passarinho rasga-mortalha quantas tristezas viveria se não soubesse dessas carnes batendo nas costas acalmando a miséria levando cobertor para a fome distribuindo refrigerante para falas cariadas discursos de bondade etiquetada no preço e se for assado até a cinza menos que contente terá a resposta das tramas vazias que mais colorida e densas que seja será sempre a arquitetura do buraco e se morre de súbito que não possa fremir no estertor que voltará todos os dias no sussurro para a baixa inteligência dirá que o morto foi morto que o horror das horas ...

Flor

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O vento de tempestade passou Agora teus lábios me consolam Precipícios engolidos na poeira do ressentimento Aonde floresce o lírio no jardim em que deita e descansa a oração sucumbe a promessa Sussurros saem de ti docemente preenchem as bordas do passado logo somos levados Sai de ti a pureza das águas perfumadas e o lago encerra as terras áridas afogadas por sua bondade Milagre dos desertos esplendor das montanhas reflete o céu e as profundezas de sua verdade alegria de estar contigo estrelas de teus olhos me iluminam amiga que me eleva me abraça Flor de mil pétalas eterna beleza Estou em seus braços luz da fé em mim descansa Me revela esperança navegar caminhos calor e vapor de nuvens à margem de minha partida eterna nudez da despedida sol de minha vida Para sempre amor

ela se foi foice

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  ela se foi foice cortou o espinho levantou poeira rapou o mato capino a enxada desembestou se mandou zarpou para lá subiu o morro desceu a ladeira ergueu o topete adornou o tempo se avistou naquela paragem revisou o avental bateu os canos arremessou o gambito afundou o pé pulou a lama caiu no mato cuspiu no serrado fechou a fivela e se deu de vista na tarde esqueceu a mão mal se despediu andou no ar afrouxou os ferrolhos destancou o açude enviesou na ponte levou sete-sangrias gritou o vento arremeteu esporas cavalgou na curva rendeu notícia esperavam sua ida deixou as horas escondeu o dia e me amou no coxo de sal jogou açúcar na frigideira atreveu medir as pedras a cada passo moveu o vestido assentou a mala cargou nas costas desmentiu o riso chorou pitangas voou cumeeira foi perto nivelou o macadame inventou uma trilha fez a picada desafinou o timbre fingiu ficar bateu as palmas suou nas canelas rasgou o sítio se meteu no veículo travessou a cidade rodou os pinos atirou o bagaço ...

passou na avenida

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passou na avenida  no desfile fez que não via atravessou o mata-corpo num salto alto empinado riso mentiroso que dava vontade de acreditar na maldade jogou as falas fora fingiu ir embora dobrou a perna de faz-de-conta pra anunciar cansada mexeu os cabelos daquele jeito para dizer bem-feito mexeu de um lado para ir para outro me encarou amarrou a boca quase chora aquele fingimento eu não fui de verdade aceitando toda aquela mentira amor é assim de invenção bota-pé no coração que se debate ninguém arreda não

não acredito na idiotice

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  não acredito na idiotice e essa é a melhor besteira que se pode dizer porque eu protejo a burrice que é sempre desobediente e dá de coice no valente no temente e sou burro sem casco acertado descurado e a estupidez então amo de paixão bate a porta abre a matraca exibe um pormenor faz que nem entende brita a carne seriedade armada  faz da cara franzida um nó já vi muito essa cara de discurso de apontar o dedo sabe com quem está falando? com um malandro adoro um bocó mas desses ricos do tipo magnata a face forjada de tomar-banho-na-soda alma pelada na cal vejo que morre vivo naquele egoísmo de acetil aquele olhar duro de imbecil sinto alegria com o cara-de-pau faz notícia e diz que é mau melhormente berne de muriçoca que se espreme e demora não se pode lanhar  e se tem pena de matar a toda hora está presente mesmo quando o diabo ausente   quanta beleza na estultice  a gente vê a bondade triste a parte que falta de boa intenção mais que tudo segue-morto papagaio-...

poema

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  Pedro Moreira Nt Author Blogs http://cronicadaarte.blogspot.com.br http://pedromoreiracuradoria.blogspot.com.br http://abobledios.blogspot.com.br http://cronicadacasa.blogspot.com.br http://escrevoagora.blogspot.com.br http://propedromoreira.blogspot.com.br   Pedro Moreira Nt www.pedromoreirant.com Buy Books: Amazon  |  Barnes & Noble|  |  Books A-Million  |  IndieBound  |  Powell’s  | Kobobooks 

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