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Mostrando entradas de marzo, 2022

Processo de Analfabetização

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estou no processo de analfabetização   aprendi ter autonomia e ser autômato leio e escrevo nomes que não conheço eu me sinto cada vez mais livre do alheio o que ouço não é o que falam um conjunto de palavras  montanhas de significados morrem em sentidos não consigo rir de uma piada brincadeiras vejo quanto  desentendia a vida estou analfabetizado Integralmente descobri por exemplo que não tenho nome nem identidade nem mesmo sou daqui desconheço a face no espelho com esse aprendizado que a educação jamais realizou por fazer o contrário posso eliminar o mal sem culpa ler um livro ao contrário da tradição e conhecer o que a minha amorosidade impede de compartilhar Pedro Moreira Nt  #######

O passeio, quando permitirem

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     O passeio, quando permitirem    A ida de sempre volta, cerzir    memórias    Estofar pensamentos    E se abandonar     deixar que vá para longe    com todos os criminosos    os mais amados sentimentos     rir ante ao assassinato de si     a perda brutal dos sonhos     Voltar ao peso de cada passo     Banhar no rio sujo o sangue     esperar que lhe roubem qualquer     alegria      Entrar no campo      bosque das sombras     Atravessar todo o perdido     E morrer alegremente     que é mais fazer desaparecer     o cadáver do que esquecer     todo o horror dessa existência    ...

Foi assim

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Podia deixa-la longe dos olhos Nem sei porquê de tudo fiz Encontrar motivos Podia ser o andar  o modo  a luz do sol algum perfume do tempo Talvez o livro minha curiosidade  a página aberta o cãozinho simpático  a voz quase canto Sentada por bom tempo ao lado do regato Era um dia e logo outro e novamente Estou louco absurdo doente a revê-la  na espuma leve da neblina Onde deito meus sentimentos a perdê-la tão bela docemente  Não se faz isso Corre a outro sítio  foge do horror que é amor esse perigo Distâncias de não-ver não vir ao parque  nunca seguir à praça pedalar no ar atravessar a Lua deixar que é assim  nunca esquecer Rosa e azulado cabelos com pérolas sapatilhas metalassê  carmim nos lábios  passo a rua com muito enfado vou ao café que há no prado quero ir à mesa  Está de burburinhos lotado O que fazer logo o garçom me leva na quina estreita  Impossível amanhece estou ao...

De si

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       De si mesmo desce a repetição,   vem de fora  o que está dentro, fora.   Sobe a mesma  palavra que cai.   E há quantidade, e desse livro, folhas.   E ao vento do tempo, uma árvore.

Bonito

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  O bonito deixa o sonho; parece ter se         escondido.  É feia essa beleza; parece  humana.  Carnal e impiedosa, faz promessas de bem,   aponta. E vem o sol com sombras.  A luz vulgar encobre.  E é lindo o que na claridade pouco se vê.

Caminho de ida

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  Logo me vou sairei desses ossos  me livrarei de ti de sua turba Não me lembrarei de mim Estarei muito ocupado  em não ser E o crime no pavor da violência  a pose Sempre agressiva e inatural  qualquer uma Dirá: suma E estarei ausente o modo presente que se atura E viverá nessas vias Alma vazia de papel eletrônica digitada falada e nem pena percorrerá os parcos dias Carne racional vácuo discernimento apostilado manual raso sentimento Estarei longe aqui perto ouvirá o grito a mudar o eco sem poesia

Passo

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  passo falho erro a volta Se por aqui andei vou de frente a ver chuva pé atrás malho a rua saio do poente sem quem possa inventar a noite Ou que aceite viver na Lua É outono e as folhas se despedem

Olha atrás

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