Leve-me para casa outra vez

 


Leve-me para casa

outra vez

Quero abrir a geladeira

e ver o pão-de-ló em tijolinhos

mas não quero ir com uma idade

e qualquer coisa na cabeça

Leve-me para casa

outra vez

Deixe-me lá 

onde não há tempo

Quero fazer nada

Aqui sem volta 

Deitado ali

o esquecido esperneando

pedindo paz

À volta 

lembra-dores desse fim sem começo

Leve-me para casa

outra vez

Terei lá o grito azul do céu 

a casa cor-de-rosa 

onde descansam qualquer assunto 

Dormirei de pijama no forno quente

da cama

Ouvirei poesias pela rádio da biblioteca

E todas as tardes irei passear sem despertar

Serei livre carregador de livros

        

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