As parcas
Sinto um troço nas velhas
fiam o ferro das grelhas
Dizem viver a morte
uma afia o fio que mal fia
Outra crosta tricota o aramal
a mais de antes assa a carne da lida
É para ter consciência de classe
Passada mal bem perdida filetada
Tudo que é coisa se evola no ar
incluindo o conceito que vai na franja do manual bem tostado
As três quimeras da má feitura
fazem a revolução das tripas ao coração
Eu as vejo sorridentes de tríptico poder
Um de comer o olho do outro
Bolinhas de malmequer
o do meio negocia com a agonia
o último que é mais cruel escraviza
Cataclismo não é andar de bicicleta
usar coleira ou crachá
Terminismo enfeitado com argola no nariz ou remédio monetário para a engorda
Solipsismo ou autoritarismo com outdoor de pano amarrado no cano
Condicinario fantaslhonario
Ignorario desirmanario imbecilizario
Populismo parece o test-driver
involuntário proletário que não está
na receita de bolo do cozido partidário
Sem dúvida come a sombra
devocracia devoracia desmocracia é o apelido do apartheid grupal a maioria menor
Inferno vivo e familiar
Cloto casca Lachesis crosta Atropo colda
A velharia ganha capanha
uma corta a fala outra ama quem cala
e a mais velha atira e mata
No paredão não há morte
ninguém morre
usa-se a tecnologia e a imbecil mira da técnica
Ninguém é morto porque cai de avião de rosca
Sedente de percurso
da loja de fragmentos teóricos
Pregão na fuça da diligencia
Olha a palavra
Olha o escrito
Explica que entra um nove foras obediência
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