extinto

 



morre o quieto
deita no assoalho encerado
o ridículo da vida
vozes de lâmina e sangue
partidárias do crime
erguem bandeiras
desfilam sonetos
regurgitam conceitos
mal sabem do bem que fazem
a rua como passarela
cores iguais e cantos
todos solenes sobre qualquer desejo
o mais feio amor
desfile de marcas e etiquetas
levanta silêncio
essa festa é o túmulo da alegria
nascer como obrigação
tornar-se antecipadamente extinto





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