ar quente

Ar quente de verão no inverno

Há um punhal no ar 

Aquelas estrelas da noite aparecem assombradas
Rolam as pedras que acalmam a rua
Ondas quebram o mar indiferente

Dissolve a terra que alimenta
Vapores do ar drenados

Sinto a chuva na laje
O cálice fere a calçada polida
Estrondo de tempestade perdida

Seca a quietude morna das águas
Dourado arco da lua

Colina que nutre a estrada
O vento faz curvas
Eleva outra vez as nuvens densas

Corta os pedaços que fervem
A flecha dança esmaltada

Enterra julho toda a redondeza
A relva cavada fermenta a argila molhada
Atravessa e rompe a profundeza da fome

Revolve a sombra que se aprofunda
Golpeia as ondulações da loucura

A liberdade carrega o sonho?
O caminho se estreita
Dobra o tempo das horas

Aqui perto há um restaurante que não fecha
e uma cidade que adormece



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