ar quente
Ar quente de verão no invernoHá um punhal no ar
Aquelas estrelas da noite aparecem assombradas
Rolam as pedras que acalmam a rua
Ondas quebram o mar indiferente
Dissolve a terra que alimenta
Vapores do ar drenados
Sinto a chuva na laje
O cálice fere a calçada polida
Estrondo de tempestade perdida
Seca a quietude morna das águas
Dourado arco da lua
Colina que nutre a estrada
O vento faz curvas
Eleva outra vez as nuvens densas
Corta os pedaços que fervem
A flecha dança esmaltada
Enterra julho toda a redondeza
A relva cavada fermenta a argila molhada
Atravessa e rompe a profundeza da fome
Revolve a sombra que se aprofunda
Golpeia as ondulações da loucura
A liberdade carrega o sonho?
O caminho se estreita
Dobra o tempo das horas
Aqui perto há um restaurante que não fecha
e uma cidade que adormece
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Pedro Moreira Nt
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