Espírito
Tanto calor no frio
canto
de rio de amor quanto fio
linha de águas tapete sombrio
se perde em mim
suas mãos de tessitura
tanta ranhura na idade dessa cara sem ventura
se me vou a ti
e se me deixo cair
por permanecer ante ao estio
nada em mim os teus olhos
e me toca sua alma pura
azul de encanto bondade e pranto
tudo ao mesmo tempo
a mal encontrar que me fala a boca que não cala
diz certamente quanto estou por ti eternamente
atende meu chamado silencio levado no grito insano
parece bobagem para quem tem fama e mal se ama
e por te ver
saber como viver quanto é chama
e não vivo
espírito indolente dormente em sua cama
nada diga do que lhe fadiga faz figa conjura meu desaparecimento
lamento
permaneço a te encontrar na rua no campo no banho
acorda de súbito sente a carne sem saber como toma de susto
e se acalma e desanda em pensamentos põe fora fingimentos
aceita essa loucura
encosto em seu rosto tomo toda sua formosura e me apresento
ao espelho que te assombra e não pode ser
a vida termina
conversamos alma de dentro
rimos por nada
dizemos coisas
sinto sua doçura
fala sozinha
a porta abre
algo cai nos guardados
a luz apaga
me beija
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