Indelicadeza
indelicadeza amontoada na forma dita esforço da brutalidade onde a feiura ataca causa medo ver e desdizer parece uma ordem de ponta-pés tais ranhuras diz amor detrás muros se põe dedo nos furos e ainda há sangue coagulado sentimentos de chouriço e nada cala e sem voz sem grito fica o inaudito triste aflito que não chega a ser porém se mantém no vaso das alegorias cerrado em ideologias que mal se vêem devido a obscuridade de tapete pisado de barro alimentado carregado de tudo que empala cala como alma morta procurando abrigo olhos no poço fundo do umbigo vaidade cega de luminosidade travessa nos olhos perfurados som quieto da tempestade quando há fúria calos vãos de dor e pouco trabalho congelado em si mesmo vai a esmo bocó desbocado ranço que a ignorância diz conhecido cai sobre a inocência falecido e se toca esse cristais de vidro cortes no visgo entalados cacos na pele do olvido de amor famigerado nada na corrente sem sentido faz sinal de sobreposto corpo na crosta de um rosto manchado de fadiga machado como afeto de uma vida gangrena a vida suicida e abraça doentes desalmados.
Pedro Moreira Nt

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