poluição II

 





saudade da poluição

a gente andava

gibeira na mão

bocó aberto

distribuindo ti-lim


se serrava de tudo

cheirando catapenga

dando costa à malvadeza

comendo rosta

coisa dizeno

benzeno 

balangano

nus no rio

que rio se era


agora de pouco

se fica louco

vai ao aliciante

preço novo

e se paga aquele zóio de ovo


mais deixa lá

tá marcado esse mercado


entra no exemplo

beija o sujo

banco que faz templo


assina a vacina

contra catapora


rasgando ferida

pó pa tapa taio


viveno

no bafo do otro

veneno

vendeno

o que nem tendo

carepa lambendo


depois vem esse

que ninguém vê

nem fala

o que cala

é o que dá bala


tudo uniformizado que nem tripa

aqui é linguiça

essa trouxa que enguiça


um diz

outro segue no triz

um monte junto unido e grudado

esse baixa-cabeça armado


daí passa

faz que manda fora

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