E me abraça
Você diz para eu parar
Não ficar triste
nem me arremessar contra o mal
Não olhar para trás
ou correr para frente
Andar pela cidade sem ser morto
sem que me tirem o último direito
Pede para esquecer da certeza absoluta
Baforar nuvens
Engolir quente o escuro da noite
Tocar piano mesmo que me quebrem os braços
Aceitar docemente o frio das ironias
Beijar as descrenças
Doar pobres alentos
E me abraça quando sou espinho,
quando demoram os pensamentos
Para eu dormir nos desentendimentos
esquecer que sou gente
Faço isso,
medito que não sou visto
me conto que não existo
porque sou todo amado
Corrida no ar
#######
Comentarios
Publicar un comentario