solipsismo de unidade luminosa
tudo cai em meio ao peso
de sua calma
sobre meu peito
clara a luz que me cobre
por que me atravessa seus raios
cave à calma da terra
faz meus passos
e se debate
ilumina em um grito o silêncio
abre as cortinas
névoas voláteis
aparece o que seja e vai
parataxe
caminhando nas estrelas; e você canta
essa prosopopéia atéia
case caso cale cali que me vem
clora esse verde que esquivo; clora a flora seja clara
anáfora destemida
desta ermida está flores
que jamais junta pastores
bebi a noite
entrei no verão
tomei meus sapatos
engoli a fadiga
embarquei no vento
dormi na constelação
asindeto
Epanadiplose que seja assim; seja assim sua força potente
Não, nunca, jamais anadiplose
lícito e tácito coração e cantar os dias de oxímoro
Assonâncias sonhada
você vem, você corre a voz de sonhar
Porque solver dessa assonância a distância analógica
que são certas as vontades reveladas
dessa antítese a certeza porvir
de céu iluminado pelas candeias de estrelas acesas
sobretudo esta metáfora de querer ser transmudado em fogo amor
está comigo, presente a mim, anáfora de face-à-face
de desejo conhecido
se a rainha da noite desperta
metonímia do amanhecer
sem tempo de jamais morrer, de conter
permanecer como é ossimoro assonante
a vida morre, a vida lida, acho isso, e nem sei.
assonância com anástrofe de anáfora verdade
será desse jeito; será de toda forma
Epanadiplose tantas vezes repetido, amor, amor.
Espero que nuvens desnudam a sua beleza
metáfora de roupas volumosas
e azul e mar e astro se contenta
hendíadis de escada em grau
parte e parte quanto fica
me assombra quanto me sombra
palatina de estilo jâmbico
infinito de presença imediata
seja alma cordata
Pose seu corpo, pose em minha casa
entra pelo vento que entra à janela
anastrofia
Que venha de raios dancem trovões
de ouro luminosa raiando minha vida
eu, que me faço seu esposo
bicho indomável que te espera
mudança
Aparece, voa, desce
levanta sobre o vazio
veja o que faz e repousa
Anadiplose de minha vontade de saber, de saber quanto te quero
Com esse pedaço do que sou
me vejo em ti permanente
eterno fulgor
Imortalidade começada
fim de início
eternidade descansada
escura clareza divina humanidade
ausência presente no passado do agora
oxímoro das certezas insones
vai que amanhã começa desde ontem
chega que depois começa agora
antes era feito tarde
fim das mesmas coisas
foi que o tempo para
além disso a incerteza coroada
fica deusa de céu estrelado
casa comigo a bela lua
te beijo Lua
Lua, te beijo
Pedro Moreira Nt
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